O tatu-bola e essa coisa toda que acontece com a gente.

Então é assim: há tristeza. Há recolhimento. Há cansaço. Aquele velho e inexplicável cansaço em que eu já não sinto muita vontade de fazer coisas, estar com pessoas, conversar. Tudo demanda uma energia IMENSA que não está aqui.

Lavar a roupa e a louça são tarefas mais fáceis, mas igualmente desastrosas. Só hoje eu já quebrei uma tigela pintada à mão pela minha tia e rachei a mangueira da máquina de lavar. Nessas horas até o fácil fica difícil, será que você entende isso?

Ontem fui tomar sol com a minha irmã e o meu sobrinho no pátio do prédio. Levei lápis e papéis velhos para gente desenhar. Aquela coisa simples da vida. E a minha irmã estava com um “tatu-bolinha” na mão, mostrando para o meu sobrinho. A gente também adorava tatu-bolinha quando éramos crianças. É um bichinho gracioso, não é? Vinícius queria muito, muito que o tatu-bolinha se abrisse. E ela disse a coisa mais sábia do dia de ontem:

– Ele vai abrir, filho, quando se sentir seguro outra vez.

É isso.

 

Anúncios

Deixe um comentário! =)

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s