aquele papinho

Sinto falta de umas bobagens, man. Saudades de infância, essas coisas meio quebradas. Dói aqui. Em algum lugar assim, que eu não consigo explicar. É saudades de um spot, manja? De umas músicas, de um clima. Da luz amarela, um lugar repleto de sombras quentes e mosquitos. Aquela tensão. Pré-adolescência, saca? Talvez o tempo mais feliz das nossas vidas. Some while ago, bro. 

Mas que conversinha, hein? Que papo dark.  A alegria ficou ali, cara? É isso? A gente viveu mais 12, 14, 20 anos depois daquele tempo. Diz aí. E você não foi feliz, não, man? Rolou facul, viagem pros states, bolsa de estudos, né não? Carreira pro-mis-so-ra. Diz que não, rapaz. Diz que não?

Não.

Agora a gente está todo mundo aí, parça. Partido ao meio, tocando vida doida, correndo atrás do rabo. Né, não? E aquela conversa da gente morar junto, hein? Nunca rolou. E aquela promessa da gente cozinhar e beber vinho ruim e rir da vida? Só que nem, nunca.

Você ia me ensinar a fazer tiramissú. Há há há. E a gente ia ter um carro junto. E dividir cafofo, salinha de star, escova de dentes.  Quiçá? Coisa de amigo merrrmo. Aquela promessa, pacto de sangue. Furei o seu dedo, mas guardei o meu no bolso. Puro medo. Pura falta de saco.

A real? Não tive saco.

Não tive saco para viver a vida que a gente prometeu, saca?

Sabe aquela saudade, bro? Miou.

______

Lulups tá ouvindo “… não me negue. só me toque quanto eu pedir…”

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