Planos para 2016

Essa semana foi semana de planejamento do trabalho. E eu fiquei pensando se deveria ser também semana de planejamento para o ano, assim.

Eu sei, 2016 já começou há dias e eu deveria (?) ter feito essas resoluções lá, na virada, certo?

Depois de ouvir muito blá-blá-blá e de concordar de que, bem, todo mundo quer as mesmas coisas: viajar, ter dinheiro, perder/ganhar peso e similares, achei que não valia à pena cair na mesmice e fazer metas.

As minhas metas de 2015 ficaram anotadinhas no meu evernote, com direito a plano de ação e prazos. Só que a única que consegui cumprir, assim, foi a de cozinhar mais frequentemente, ao menos uma vez por semana. E essa foi dando naturalmente certo, com um pouquinho de força de vontade e companheirismo do marido que vem junto para cozinha depois de um dia inteirinho de trabalho. Mas, veja você: eu não perdi peso por causa disso – e, no fundo, a intenção também era essa.

Então, em 2015 eu não emagreci, não ganhei mais dinheiro – só perdi, para falar a verdade. E, não, eu não viajei para lugares novos ou mais distantes. Ainda assim, eu estava pronta para repetir todas essas metas em 2016.

Só que aí eu achei melhor não fazer meta nenhuma e deixar rolar.

Acho que a única meta que eu tenho para 2016 é a de treinar o olhar bom. Quero ver o bom, mesmo quando as coisas estiverem difíceis e quero ter a ousadia de ficar alegre. Quero dormir listando o que foi bom no meu dia e o que eu pude fazer para melhorar o dia de alguém.

Não é fácil, amigos. Eu sei. A vida engole a gente, sem a gente ver. Quando mal percebemos, estamos xingando no trânsito e entupindo a cara de biscoito no lugar de almoçar.

Mas eu acho que aceitar tudo isso é a minha meta de 2016. Aceitar, ter consciência, tentar diferente, ficar feliz com as conquistas, aceitar as derrotas. Devagarinho, dentro do que a gente pode, no nosso ritmo. Sem plano de ação,s em prazo, sem cobrança. Certo?

E enfim, tudo parece certo e no lugar, como deveria estar.

____

Lulups divagando uma vez.

 

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2 Comments Add yours

  1. Victor Fisch diz:

    Justo.
    Eu tenho metas, prazos e tudo o mais. Não sei o melhor formato. Mas não há como negar que treinar um olhar positivo e tranquilo sobre as coisas seja algo positivo.
    Espero que você possa nos ensinar mais sobre isso e sobre a vida.
    A nossa divisão do tempo em círculos nos ajuda a poder se renovar, mas se pensarmos friamente, nele como contínuo, não tenho dúvidas de que as mudanças essenciais são essas.
    Abertura para olhar, ouvir e sentir 2016!

    1. Luiza diz:

      Eu gosto de pensar na vida como uma espiral que vai subindo. Como um movimento circular que permite renovação como você falou, mas também que vai mudando de lugar. A cada volta temos um pouco mais de história, um pouco mais de bagagem, novos propósitos. Não voltamos ao mesmo ponto, mas em um ponto equivalente.
      E, nesse ano, eu quero muito que a nossa volta esteja inspirada no pensamento do bom, numa nova e mais leve forma de olhar o mundo.

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