Cada coisa a seu tempo ou A Ressaquinha do feriado

Eu batalho, mas é duro. É duro voltar de alguns dias no paraíso escondido nas montanhas, deixar para trás dias de céu azul, noites estreladas e a companhia de gente querida e saudosa.

Tomei banho de sol com roupa e tudo e fiz pão com meu irmão. Tomamos caipirinha de limão cravo, dado no pé do fundo do jardim e colhi uma mexerica azeda de dar dó. Brincamos durante a viagem de ida e na volta ouvimos, Chico e eu, os mesmos cedês, até cansar.

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Voltei um dia antes. Absurdo, pode ser. Mas eu sabia que a ressaquinha depois de dois dias tão bons e agradáveis viria, implacável. Ressaca de que “puxa, a vida de todo o dia nunca, nunca é assim tão adornada de belezas…”

E, além do que, aprendi que é melhor viajar com calma e tempo. Se para uns a viagem de carro leva quatro horas, para mim e para o Chico leva seis. Se a volta pode ser domingo à noitinha, eu prefiro voltar no sábado, porque posso vir devagarinho, chegando com calma, retomando o ritmo.

É bom que o meu companheiro aceite essa toada, porque eu aprendi que eu sou mesmo devagarinho. Preciso ser, para aplacar ansiedade, para aplacar saudade, para diminuir confusão.

O dia hoje foi de panquecas matinais e maratona de três filmes enfiada no pijama: O silêncio dos inocentes, When Harry met Sally e O Jogo da Imitação.

Fica a receita das panquequinhas feitas pela minha família e que, depois de pedir a receita um milhão de vezes, a minha irmã caçula me veio com a fórmula mais simples do universo: um para um, Lulu. Olha aí:

Receita de Panquecas Americanas (aquela gordinha para comer com Mapple Syrup)

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de leite (que depois descobri que pode ser 1/2 de leite e 1/2 de água)
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de fermento químico

Misture tudo, até que a massa fique lisa, sem gruminhos de farinha. A consistência é bem líquida mesmo. Aqueça uma figideira pequena e coloque um pouquinho de manteiga. Com uma concha pequena também, pegue o conteúdo da massa e despeje na frigideira depois que a manteiga já estiver derretida.

Eu uso fogo médio para baixo e assim a massa vai cozinhando lentamente, ficando dourada. Quando a massa estiver borbulhando em volta e já estiver mais durinha, vire a panqueca.

Eu já derrubei muita massa crua no fogão, já queimei um lado, já quis morrer pela bagunça, mas aos pouquinhos você pega o ponto e sabe direitinho a hora de virar a panqueca na frigideira sem causar nenhum desastre. Dá mais ou menos dois minutos de cada lado, em fogo médio-baixo.

A cada panqueca, mais um pouquinho de manteiga na frigideira antes de colocar a massa.

Hoje fiz dois “stacks” de panquecas: uma para mim e outra para o Chico, e cobri com mapple que eu já tinha feito antes. O stack é legal para tirar aquela vontade gulosinha de comer uma pilhinha de panquequinhas, mas eu também gosto de ir comendo na medida em que elas saem da frigideira, bem quentinhas.

A receita do mapple syrup dou outra hora… enquanto isso, você pode comer a sua com manteiga, geléia, nutella, leite condensado ou fazer como os meus irmãos: queijo ralado.

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Lulups nunca conseguiu comer panquecas com coisas salgadinhas. Nunca.

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