Sobre o tempo das coisas

Na semana retrasada, encontrei com a minha madrasta. Ela, muito gentil, saiu da sua casinha, na Serra da Cantareira, e veio me encontrar em São Paulo. Almoçamos no meio da tarde e, quando veio me deixar em casa, deixou também um cacho de bananas verdes-verdes, que tinha caído no chão por causa da chuva no dia anterior.

Banana verde. O que fazer, se não esperar?

Ontem, enfim, comi a primeira banana, já amarela e doce. Super doce e saborosa. Que alegria!

Foram dez dias olhando para o cacho sobre a 2015-03-22 09.54.35-1mesa da sala, olhando a mudança das cores. De um verde forte e escuro para um verde mais claro, um leve amarelo e, enfim, o amarelo dourado da banana madura.

Hoje já deu para cortar uma banana em rodelas para colocar na granola do Francisco que ele só come aos finais de semana. Supra sumo. Timing perfeito.

E, olhando para esse tempo, puxa, nem foi tanto! A gente tem uma coisa chata de achar que tudo demora muito. Eu sou a ansiedade em pessoa e, apesar de me considerar até paciente, tudo que depende de mim precisa ser para ontem… hmmm.

E, ontem mesmo, tive um outro desafio. Também ligado a comidinhas. Veja só:

Desastre culinário que sou, fui me meter a fazer essa receita aqui de escondidinho. Já fiz escondidinho uma vez ou outra, mas muito mais simples. Carne moída e ponto.

Só que o pessoal do Projeto Banquete se meteu a falar a palavra mágica:  buraco quente.

Oi?

Buraco quente é o meu sanduíche preferido – apesar de não encontrá-lo para comer por aí com freqüência. Eu gosto de um específico, na verdade, regado a chopp, servido no Original, um bar em São Paulo. Trata-se de nada mais – e nada menos – que um pão francês recheadíssimo com uma espécie de carne de panela que desfia e é tudo lindo e saboroso.

Nessa receita de escondidinho, portanto, a brincadeira é fazer essa carne do Buraco Quente e usar como base para o prato. Muito, mas muito mais legal que a carne moída, né?

É.

Só que, além do tempo da marinada, a carne fica lá, cozinhando na panela por ho-ras!

Fica a lição, então: aprender a esperar. E, mais, se possível: aprender a curtir o esperar.

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Lulups avisa: o escondidinho ainda não ficou pronto. Mas assim que ficar ela tira uma foto, posta no instagram e conta se ficou gostoso mesmo! 😉

Atualização: Lulups terminou o escondidinho. O escondidinho acabou. Ficou ótimo, fato. Mas não foi fotografado. =( Ops.

[Lulups ouve: The stars of track and field – Belle & Sebastian]

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