{Relato} Mini férias em Inhotim

Voltei de férias no domingo. Vôo tenso no meio da tarde. Aeroporto em Confins – MG abriu e fechou por causa do mau tempo, atrasando o vôo em meia hora. Tráfego aéreo em São Paulo aumentou a viagem em mais 30 minutos – no ar. Pensa: você chegou, mas não pode pousar porque… ora, porque não tem como. Então o avião fica dando voltas e voltas. Tenso.

O Veríssimo (o filho) me salvou nessa. Chico e eu ficamos lendo um livreto de crônicas engraçadinhas sobre relacionamentos e deu para dar uma distraída enquanto o piloto enrolava até ter autorização para pousarmos.

2014-11-20 14.51.49Chegando em Brumadinho

Desembarcamos no aeroporto de Confins e fomos levados para a pousada na cidade de Brumadinho-MG, onde fica o parque. Brumadinho é uma cidade que conta hoje com 35 mil habitantes, mas está longe de ser uma cidadezinha colonial do interior de Minas Gerais.

Integrando a região metropolitana de Belo Horizonte (aproximadamente uma hora e meia ou 60 km de distância), Brumadinho tem pouco interesse – até agora – na atividade turística. Sua fundação está baseada na exploração das riquezas minerais da região e, até hoje, boa parte da economia da cidade é focada nessa atividade.

Instituto Inhotim

O empresário mineiro Bernardo de Mello Paz idealizou o projeto do instituto já na década de 1980, mas foi somente nos anos 2000 que o parque começou a tomar corpo e finalmente passou a ser aberto ao público em 2006.

Além de abrigar diversas galerias e obras ao ar livre de artistas contemporâneos, o espaço recebe um imenso cuidado de jardinagem e atividade botânica, contando inclusive com um viveiro, no qual são cultivadas as mudas a serem plantadas no parque, e um Vandário (foto abaixo).

Vale aqui mencionar o artista pernambucano Tunga, que foi grande influenciador de Bernardo Paz em seu projeto de investimento em arte e cultura. O parque o homenageia com duas galerias exclusivas, a última inaugurada em 2012.

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  • Galerias e Obras externas

São 22 galerias e mais 22 obras expostas ao ar livre. Em cada galeria, uma experiência diferente que passa por contatos sonoros, táteis e visuais de grande intensidade.

Nas obras ao ar livre, há aquelas que convidam a contemplação, as que trazem incômodo e as que permitem uma interação, como é o caso da Piscina de Jorge Macchi (abaixo)

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Impressões

Apesar do parque ser lindíssimo, a visitação às obras não é simples ou de fácil absorção. A arte contemporânea ali instalada traz à tona muitas referências incômodas (violências, prostituição, amarras, obstáculos, pesadelos, ruídos, drogas…), as galerias são escuras e há muito uso do vermelho vivo, intenso.

Chico e eu pegamos dias ensolarados, quentes e muito claros, o que ajuda a aliviar um pouco essa sensação trazida por parte das obras. A arquitetura dos prédios também é bastante interessante e equilibra bem a paisagem externa ensolarada com o interior escuro das galerias.

Galeria Cosmococa, que trata do universo das drogas.

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O Sonic Pavilion, do americano Doug Aitken:

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A galeria da artista Adriana Varejão:

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E a galeria exclusiva de Lygia Pape, com apenas uma instalação em seu interior:

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Abaixo, algumas instalações externas. A primeira do Hélio Oiticica e a segunda da japonesa Yayoi Kusama:

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Comentários finais

É inegável que a iniciativa e o empreendimento do Instituto Inhotim é de uma coragem e de uma contribuição inenarrável para cultura brasileira. Há muito mais pessoas interessadas em visitar esse espaço do que eu jamais pensei. O parque estava lotado nos dois dias em que estivemos lá (sexta e sábado), recebendo cerca de 2.500 pessoas/dia, auxiliadas em média por 1.500 funcionários.

Mesmo com tantas pessoas, não enfrentamos filas nas galerias e nem dificuldades em usufruir dos toaletes ou do sistema de transporte interno (R$40,00 por pessoa/dia). Por outro lado, a infraestrutura de alimentação é sofrível.

2014-11-22 15.20.02Inhotim conta hoje com dois restaurantes: um self-service (R$55,00/pessoa durante a semana e R$65,00/pessoa aos finais de semana e feriados) e um restaurante por quilo em que é possível fazer reservas. Além dos restaurantes, havia duas lanchonetes abertas e uma cafeteria.

Os espaços para alimentação lotam no horário de almoço e não dão conta da quantidade de gente, mesmo aceitando reservas, causando um transtorno para os visitantes que chegam a reservar mesas de um dia para o outro.

Em contrapartida, há sim espaços adicionais que ainda encontram-se fechados, como a pizzaria e outras lanchonetes. A previsão para abertura desses espaços ainda é desconhecida.

  • Sobre o café

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Sim! Eu preciso falar do café!

O café servido no parque é da três corações. Só consegui tomar uma xícara de café com leite, feita com máquina de cápsula e, claro, para Minas – maior estado produtor do grão – foi um pouco decepcionante.

Por outro lado, achei bacana ter uma empresa de cafés como parceira de Inhotim. Ponto para eles!

Bom, acho que foi isso! Agora estamos de volta para dar esse gás no finalzinho do ano. Abaixo, mais algumas imagens para você viajar comigo!

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Imagens: Arquivo Pessoal

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Lulu gostou do passeio e indica! E você? Já foi a Inhotim? O que achou?

 

 

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