{8º Paladar} Eu fui #2

No segundo dia do Paladar, as coisas já estavam mais tranquilinhas para o meu lado, mesmo ficando (ainda!) #chatiada com o esquema do evento de retirar ingressos, pegar a credencial, mostrar convite aqui, mostrar de novo lá, pegar filas e por aí vai.

Minha primeira palestra no domingo foi às 11h com o Léo Moço, do Café do Moço. Eu tinha muita vontade de conhecê-lo porque trata-se de um dos baristas mais conceituados no Brasil atualmente, que além do título de campeão nacional de barismo em 2013 (e 3º lugar esse ano) é mestre de torra e toca a sua marca de cafés e mais duas cafeterias em Curitiba. Ufa!

2014-09-21 12.18.27

E vos digo: foi bacana. Sem pretensão, sem estrelismo, sem verdades irremediáveis, Léo Moço trata o café com curiosidade e muita sinceridade, conhecendo profundamente seus produtores e estimulando cultivos com potencial pouco explorado.

Diferentemente do Mariano Martins, que tem uma fazenda e faz malabarismos com o seu próprio café, Léo faz o que pode com o grão na hora da torra. Na mão dele não está a produção e o beneficiamento do café na fazenda, mas na sua própria cafeteria.

As duas palestras de café foram muito ricas para mim – mesmo eu não tendo nem fazenda, nem torrefadora. Ambos os encontros me guiaram com novos elementos para avaliar o café que sirvo, ter novos parâmetros de análise sensorial e seguir sem preconceitos.

À noite, sentei para assistir o bate-papo sobre coquetelaria nacional com Marco de la Roche. Conheço o site que ele toca (o mixology news), a história dele com café (foi campeão nacional do Coffee in Good Spirits por três vezes) e o bar que ele tem em São Paulo (o Casa Café) com uma bela carta de cervejas e drinks e alguns pratos deliciosos e inovadores. Nem preciso dizer que a minha expectativa estava altíssima.

Mas… achei a palestra um tanto decepcionante. Os coquetéis revistados estavam sem-graça (além de não terem sido feitos na nossa frente) e a força do palestrante em insistir na separação entre o mixologista e o bartender me incomodou. Por quê não podem ser a mesma pessoa? A graça não está em conhecer todo o processo e melhorar sempre, sempre, sempre, o produto final? E quem melhor para fazer isso do que o preparador da bebida que lida com o cliente todos os dias? Achei o posicionamento um tanto desconfortável.

Quando perguntei sobre o café em drinks, ele deu pouca importância à bebida, colocando-a como apenas mais um ingrediente como qualquer outro (até aí entendo, apesar de achar o café cheio de personalidade) e afirmando que baristas não devem se arriscar nessa área, deixando as misturas alcoólicas com um mixologista. Triste a realidade, né?

Só valeu por um motivo: Ao finalzinho do encontro, quando já não tinha mais ninguém ali além de uma jornalista, um jovem bartender – possível estudante – e eu, Marco abriu suas garrafas para outras experiências e eu acabei por experimentar um licor de açaí inesquecível.

Fiquei lá o domingo inteiro e, nos intervalos, dava um pulo na feirinha gastronômica d’O Mercado. Muito boa a experiência, por sinal. Conto da feirinha já, já!

 

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Imagens:

 

 

 

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