{Coffee Week Brasil} Baru, Guaraná e Canjinin

Para quem não conhece, falo um pouquinho aqui para vocês da Coffee Week Brasil. Trata-se de um evento promocional de cafeterias, cujo principal critério para participação é: oferecer um café de alta qualidade, moído na hora e bem tirado. =)

Até a edição passada, a coffee week era localizada apenas em São Paulo. Dessa vez, houve a expansão do evento para outras capitais como Brasília e Curitiba, e algumas cidades no interior de São Paulo, como Campinas e Lorena.

Eu fiquei muito feliz em receber um telefonema em julho convidando o Café da Casa para participar. O tema dessa vez era “café com amigos” e acabei elaborando duas promoções nessa temática, sendo que uma pôde ser desmembrada.

As promoções da coffee week são muitas e podem ir desde o oferecimento de chás e infusões para amigos que não tomam café (CoffeeLab), até combos de café com doces diversos (Bee.W), passando por drinks diferenciados com café (BioBarista).

No meio dessa diversidade toda, segui duas propostas completamente diferentes:

A primeira, é o café com broa de milho (R$10). Peça dois espressos, com uma porção de quatro mini-broas e curta com o seu amigo. A mini-broa é maravilhosa para combinar com café espresso porque destaca as características mais bacanas do nosso grão Unique: corpo, acidez média, equilíbrio e doçura.

CAFÉ DA CASA

Já a segunda proposta teve a intenção de abrir os nossos olhos (e principalmente o nosso paladar) para o que estamos bebendo, além de brincar com ingredientes brasileiros tão pouco difundidos ou conhecidos.

A ideia aqui é combinar café com canjinjin ou pó de guaraná e harmonizar com castanha de baru.

CAFÉ DA CASA

Algumas pessoas já ouviram falar nesses ícones da cultura brasileira, outros não. O que é bem normal, posto que são tão exóticos.

O guaraná utilizado aqui não é o refrigerante e nem o pó comercializado em lojas de produtos naturais. Aqui ele é ralado na hora,  a partir de um bastão seco arredondado (çapó) feito da frutinha amazônica macerada pelos índios Sateré-Mawé, descobridores da cultura do guaraná e que o utilizam em seus rituais sagrados, misturado com água.

No café, o guaraná ralado tem baixa influência no sabor. Mas, como sabemos, o índice de cafeína dessa fruta é alto e, portanto, o resultado é de grande potencialidade energética da bebida.

Do outro lado, temos o licor de canjinjin. Alcoólico, produzido por comunidades quilombolas, em uma pequena cidade do Mato Grosso, chamada Vila Bela da Santíssima Trindade. Essa bebida é resquício da cultura afro na região, produzida com aguardente, mel de abelha, gengibre, cravo, canela, erva doce, raízes e outros ingredientes não revelados.

Quando harmonizado com o café, o canjinjin empresta sua doçura característica ao café e o tempera suavemente. Não é de hoje que combinamos café com as especiarias já presentes no canjinjin, de modo que o resultado é uma bebida adocicada, complexa e altamente exótica.

Por fim, a castanha de baru fecha esse mergulho nas nossas raízes. Como uma alternativa sustentável a derrubada dos baruzeiros (árvore conhecida pela sua excelente madeira), passou-se a estudar o consumo e a utilização da castanha do Baru na culinária e na cosmética.

 

 

 

 

 

 

 

Aqui no Café, ele é servido salgado e torrado e tem um gosto permanente ao mesmo tempo delicado e adocicado. A proposta aqui é oferecer contato com essa castanha que pode ser utilizada para fazer pesto, compor saladas ou doces. A May Macarrons criou e fornece para o Café o macaron de cumaru (R$5), doce feito com a castanha do Baru que lembra um creme delicado de baunilha.

Tudo junto e misturado, essas bebidas podem ser consumidas individualmente (expresso com canjinjin OU com guaraná R$7,5) ou em dupla (cada um pede um tipo, e vamos trocando impressões R$13,00). Em qualquer uma delas, você recebe uma porçãozinha de castanhas de baru para degustar.

Mas, importante: a Coffee Week Brasil vai até 30/08, próximo sábado. Então, se você quiser ter essa experiência inusitada, passe aqui até lá!

Ah, e claro, tudo isso também para convidar você a conhecer o espaço em que o Café está inserido: a Casa Amarela que abriga um Museu indígena (só que de artefatos do Xingu) e o Ponto Solidário, com diversas peças de artesanato e arte popular brasileira, além do próprio canjinjin (R$30) e o guaraná produzido pelos Mawés na Amazônia (R$80).

Imagens e fontes:

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