{Experiências} Otto Bistrot

Na penúltima sexta-feira (1/08 08/08), fria de dar dó, com ventinho gelado entrando pela fresta da janela, Francisco e eu nos dirigimos ao Otto Bistrot.

Endereço curioso aqui em São Paulo, mas que o meu pai insistiu muitíssimo para que eu conhecesse, o Otto Bistrot fica na R. Pedro Taques, 129, na Consolação e recebe a gente com discrição, assim, na porta, com essa cara de gatinho, formando a palavra “OttO”.

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Chegamos um pouco mais cedo do que a reserva que eu tinha feito pelo e-mail do restaurante, respondido diretamente pela Chef, a Bia Goll.

Quem nos recebeu com cuidado e simpatia foi o André que, em seguida, foi apresentado pela própria chef como um amigo convocado para ajudá-la naquela noite, vez que ela teria uma mesa grande de amigos para atender.

O restaurante fica em um sobradinho e o andar térreo está alguns degraus acima do nível da rua. Há quatro ambientes, separados por paredes, cortinas, janelas, passagens.

Ao fundo, depois que subimos os primeiros lances da escadinha que leva ao hall de entrada, há um sofá, um computador ligado a um amplificador com uma música (boa!!!) tocando. Em frente, uma porta dessas que abre pela metade, guarda a cozinha, em que a Bia estava terminando de pré-preparar os quitutes que seriam servidos naquela noite.

IMG_20140808_202344Chico e eu escolhemos uma mesa de seis lugares para sentar. Àquela hora, ainda não tinha ninguém por ali e nos sentimos à vontade de ocupar a mesa principal de um salãozinho com janela que dava para rua. Fora a nossa mesa para seis pessoas (mas que ainda assim estava aconchegante), o espaço continha uma poltroninha, um abajur e uma outra mesa para quatro pessoas, no cantinho oposto, ainda desocupada.

Depois que nos acomodamos, veio a chef novamente, nos explicar os pratos. Uma opção de entrada (bruschettas) com três variações, três pratos principais, uma sobremesa. Maravilha!

Tipo de menu – que não está escrito em lugar algum, se não na cabeça da chef que amorosamente vai nos explicando tudo – para ninguém botar defeito: completo, mas sucinto. Apetitoso e inusitado.

O serviço é tão informal e ao mesmo tempo querido, que durante a explicação do prato, a chef foi e voltou algumas vezes da cozinha, ou de algum outro lugar, trocando palavras com o André. Quando ela se foi, o amigo-garçom nos ofereceu as bebidas. Pedimos água e vinho branco para começar, e uma porção de mini-bruschettas exóticas feitas com pão caseiro. Ponto alto aqui nas bruschettas com gorgonzola e maçã. De dar tristeza quando acabou.

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A louça é também toda delicada e desparelhada, o que combina bem com o clima do bistrot, decorado entre o kitsch e o vintage/retrô. Para quem conheceu o antigo Droshophyla, um bar que ficava exatamente na mesma rua (R. Pedro Taques, 80), poderíamos dizer que o Otto Bistrot é a versão restaurante daquele bar repleto de referências, manequins, porcelanas quebradas, luminosos e néons.

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No jantar, não resisti e fui no hambúrguer (sem pão) com batatas assadas e legumes, com um molho agri-doce de melaço. UAU! Sem palavras para a carne – um hambúrguer enorme e mal-passado – e para o molho, delicioso.

Francisco foi no spätzel, uma massinha alemã irregular, feita artesanalmente pela chef, com molho de bacon, repolho roxo e queijo. Provei e achei o gosto delicado e harmonioso. Uma delícia.

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Como sobremesa, havia uma opção de bolo de cacau, com manga e ganache de chocolate. Eu não sou muito chegada na combinação manga e chocolate, mas confesso que, no caso, a manga oferece uma certa refrescância para o prato, o que deixa tudo mais interessante.

Naquela noite não tinha café. =( Mas o André disse que é oferecido em outras ocasiões. Ah, e para quem não bebe nada alcoólico ou gostaria de ter uma opção sem álcool, Chico e eu provamos o suco de uva com chá verde, uma mistura geladinha, doce e diferente.

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 Ao final, alguns valores:

Água de filtro na garrafa R$5

Entrada R$15

Pratos R$35 cada

Sobremesa R$15

* Não me lembro do valor do vinho (meia garrafa) e nem do chá. =(

 

Bom, a minha impressão final foi muito positiva. Senti que é possível ser pequeno, que a experiência vale muito, que é importante estar aberto a elas. E, sim, rolou uma identificação aqui comigo, seguindo aquela filosofia de ser quem a gente é. Não porque eu cozinhe (cozinho necas), mas porque o sorriso e a delicadeza podem sim superar o profissionalismo, tantas vezes frio, que a gente está cansado de se deparar por aí em SP.

Otto Bistrot

R. Pedro Taques, 129 – Consolação

E-mail para reservas: ottobistrotsp@gmail.com

Site: http://ottobistrot.blogspot.com.br/

Ah, pessoal. Se quiserem conhecer essa casa, corre lá, porque o restaurante (e a chef) deverão se mudar até o final do ano. =)

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3 Comments Add yours

  1. Adorei! Quero saber das formas de pagamento, como funciona? Quero ir quero ir ❤

    1. Luiza diz:

      Oi Marcos, eles aceitam cartão, sem problemas! Para fazer a reserva: ottobistrotsp@gmail.com Tomara que você vá e curta tanto quanto a gente! =***

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