Passos de dança

A verdade é que a vida cansa. Mas a gente recria e balança, inventa como criança. E dança.

Reinventar vida é parte da gente. Parte de entender que o cotidiano é bom e seguro, mas cansa. Que a correria traz sangue às faces, deixa a gente acalorado, se sentindo útil. Mas a pausa é bem vinda, é doce, é espaço para lembrança, reencantamento, mudança.

Daí tudo quieto, inquieta. E é hora de sacodir a barca, pisar na terra, plantar novas sementes para brotar esperança.

Hoje os sorrisos de ontem não vieram. Vieram outros. A chuva, tanto que me incomoda, ficou por aqui o dia todo. Eu lidando com ela, ela sobre as mesas do café, ela encharcando os panos, pingando das folhas, expulsando os fregueses.

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Eu, teimosa, assei salgados, pedi bolo novo, insisti no capuccino quente e doce.

Recebi boas surpresas: reunião de última hora pediu pão de queijo. O bolo – recém chegado – foi embora antes de dar uma hora.

E assim a gente reaprende, reencanta. Acostuma a desacostumar que a vida cansa. Mas a gente dá a volta nela, dois para cá, dois para lá. Investe, insiste.

É dança.

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One Comment Add yours

  1. Ricardo Young diz:

    Adorei, Lulu!!
    Seu talento literário saindo da toca…De novo:))

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